idosos “roqueiros” e juventude eterna: pistas para reflexão

adultos mayores “roqueros” y juventud eterna: pistas para la reflexión

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2013
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Abstract
Neste artigo, fruto de pesquisa exploratória e qualitativa, buscou-se desenvolver uma discussão sobre rock, juventude, velhice e sua relação com os estereótipos negativos vinculados ao “ser velho” e ao “ser roqueiro”. Através de entrevistas individuais apoiadas em roteiros semiestruturados, coletaram-se percepções de quatro idosos (60 anos ou mais), residentes em São Paulo e que se consideram roqueiros, sobre questões vinculadas ao rock enquanto estilo de vida e movimento sociocultural originariamente “jovem”. Investigou-se também como essas pessoas lidam com o mito de “eterna juventude”, característico de algumas manifestações da cultura roqueira e do imaginário geral em torno do combate à velhice. Em relação à velhice, os quatro participantes entrevistados apontam aspectos negativos (limitações físicas) e positivos (maturidade e experiência de vida). Se, por um lado, afirmam nunca ter tido um desejo de eterna juventude, por outro lado, nunca deixaram de se sentir jovens, pois se consideram, em sua maioria, jovens no espírito. Entendem, assim, que, embora a juventude seja uma etapa cronológica passageira, pode também se manifestar, se a pessoa quiser, como um estado de espírito permanente. Embora não sejam músicos, veem-se como roqueiros por gostarem do gênero musical, por terem vivenciado há muito tempo o rock e terem memórias relacionadas à cultura roqueira, mas também por socializarem em torno do rock, seja como forma de lazer, seja nas relações familiares. Todos são categóricos ao afirmarem que o rock, hoje, é para todas as idades. Em conclusão, se por um lado, de um modo geral, os entrevistados relatam uma negação de um desejo de eterna juventude, por outro lado, não se consideram, em sua maioria, uma pessoa idosa, o que pode parecer paradoxal. Abrem-se novas pistas investigativas, tais como: seria o sentimento de “juventude no espírito” mais frequente em idosos que se dizem roqueiros? E se estivéssemos lidando com roqueiros músicos profissionais, os sentimentos com relação à juventude e à velhice seriam os mesmos dos roqueiros não profissionais?
En este artículo, fruto de una investigación exploratoria y cualitativa, se buscó desarrollar una discusión sobre rock, juventud, vejez y su relación con los estereotipos negativos vinculados al “ser viejo” y al “ser roquero”. A través de entrevistas individuales apoyadas en guiones semiestructurados, se recopilaron las percepciones de cuatro adultos mayores (de 60 años o más), residentes en São Paulo y que se consideran roqueros, sobre cuestiones vinculadas al rock como estilo de vida y movimiento sociocultural originariamente “joven”. Se investigó también cómo estas personas afrontan el mito de la “eterna juventud”, característico de algunas manifestaciones de la cultura roquera y del imaginario general en torno al combate a la vejez. En relación con la vejez, los cuatro participantes entrevistados señalan aspectos negativos (limitaciones físicas) y positivos (madurez y experiencia de vida). Si, por un lado, afirman no haber tenido nunca un deseo de eterna juventud, por otro lado, nunca han dejado de sentirse jóvenes, ya que se consideran, en su mayoría, jóvenes de espíritu. Entienden, así, que, aunque la juventud sea una etapa cronológica pasajera, también puede manifestarse, si la persona lo desea, como un estado de espíritu permanente. Aunque no son músicos, se ven a sí mismos como roqueros porque les gusta el género musical, por haber experimentado el rock desde hace mucho tiempo y tener recuerdos relacionados con la cultura roquera, pero también por socializar en torno al rock, ya sea como forma de ocio o en las relaciones familiares. Todos son categóricos al afirmar que el rock, hoy en día, es para todas las edades. En conclusión, si por un lado, de modo general, los entrevistados relatan una negación de un deseo de eterna juventud, por otro lado, no se consideran, en su mayoría, una persona mayor, lo que puede parecer paradójico. Se abren nuevas pistas de investigación, tales como: ¿sería el sentimiento de “juventud de espíritu” más frecuente en adultos mayores que se dicen roqueros? Y si estuviéramos tratando con roqueros músicos profesionales, ¿los sentimientos con relación a la juventud y a la vejez serían los mismos que los de los roqueros no profesionales?
Reference Key
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Authors ;Mariana Piccoli;Andrea Lopes;José Renato Campos Araújo;Bibiana Graeff
Journal journal of the korean society of food science and nutrition
Year 2013
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