ecocardiografia transesofágica em anestesiologia: caracterização do perfil de uso em um hospital terciário

تخطيط صدى القلب عبر المريء في طب التخدير: توصيف نمط الاستخدام في مستشفى رعاية ثالثية

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2012
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Abstract
JUSTIFICATIVA E OBJETIVO: Desde sua introdução, na década de 1980, a ecocardiografia transesofágica (ETE) não só ganhou popularidade como também passou por grandes avanços tecnológicos e atualmente constitui-se numa ferramenta extremamente valiosa no período intraoperatório. No Brasil ainda não há dados publicados sobre o perfil de seu uso no período intraoperatório por anestesiologistas. O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil de uso da ETE no intraoperatório por Serviço de Anestesiologia em um hospital privado de nível terciário. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo retrospectivo feito através da coleta de dados das fichas preenchidas em todos os casos em que o paciente foi monitorado com a ETE. A monitoração foi aplicada nos pacientes enquadrados nas classes I e II de acordo com a Sociedade Americana de Ecocardiografia e que não apresentassem contraindicação ao exame. No fim do procedimento, após a conclusão do exame, uma anotação na ficha classificou a monitoração quanto à sua utilidade no período intraoperatório em três grupos: grupo 1 - a ETE não interferiu na conduta cirúrgica ou anestésica; grupo 2 - a ETE motivou mudança na conduta anestésica quanto à administração de volume, introdução e/ou modificação de drogas vasoativas (aqui a ETE gerou a mudança de conduta anestésica em conjunto com os outros monitores, porém sendo ela o fator decisivo); grupo 3 - a ETE levou a mudança de conduta ou revisão do procedimento cirúrgico. RESULTADOS: De janeiro de 2009 a janeiro de 2011, 164 ETE intraoperatórias foram feitas em nosso serviço, sendo 41 pacientes pediátricos e 123 adultos. Em todos os pacientes o exame foi feito com sucesso e não houve problemas com relação à introdução da sonda transesofágica. No grupo dos pacientes pediátricos, 10 ficaram no grupo 1 (24,4%), 27 no grupo 2 (65,8%) e quatro no grupo 3 (9,8%). Entre os adultos, o grupo 1 ficou com 38 pacientes (30,9%), o grupo 2 com 81 (65,9%) e o grupo 3 com 4 (3,2%). CONCLUSÕES: Apesar da pequena casuística quando comparada à literatura mundial e das limitações deste estudo, houve concordância com outros relatos com relação às mudanças de conduta cirúrgico-anestésica baseadas na ETE intraoperatória. Os dados também sugerem fortemente que a ecocardiografia transesofágica constitui-se em ferramenta extremamente útil para a monitoração de pacientes de alto risco cardiovascular, mesmo quando submetidos a cirurgia não cardíaca. Maiores estudos originados no nosso país são necessários, pois não há na literatura outros trabalhos que definam o perfil de uso ou mesmo que estabeleçam claramente como vem sendo usada a ETE em nosso meio.
الخلفية والهدف: منذ إدخاله في ثمانينيات القرن العشرين، لم يقتصر تخطيط صدى القلب عبر المريء (ETE) على اكتساب شعبية واسعة فحسب، بل شهد أيضاً تطورات تكنولوجية كبرى، وبات يمثل اليوم أداة بالغة الأهمية أثناء الجراحة. وفي البرازيل، لا تتوفر حتى الآن بيانات منشورة حول نمط استخدامه أثناء الجراحة من قِبل أطباء التخدير. وكان الهدف من هذه الدراسة هو وصف نمط استخدام تخطيط صدى القلب عبر المريء أثناء الجراحة من قِبل قسم التخدير في مستشفى خاص للرعاية الثلاثية. المرضى والطرائق: دراسة استرجاعية أُجريت من خلال جمع البيانات من السجلات الطبية لجميع الحالات التي خضع فيها المرضى للمراقبة بتخطيط صدى القلب عبر المريء. طُبقت المراقبة على المرضى المصنفين ضمن الفئتين الأولى والثانية وفقاً للجمعية الأمريكية لتخطيط صدى القلب والذين لم تكن لديهم موانع لإجراء الفحص. وفي نهاية الإجراء، وبعد اختتام الفحص، صُنفت المراقبة في السجل وفقاً لجدواها أثناء الجراحة إلى ثلاث مجموعات: المجموعة 1 - لم يؤثر تخطيط صدى القلب عبر المريء في التدبير الجراحي أو التخديري؛ المجموعة 2 - أدى تخطيط صدى القلب عبر المريء إلى تغيير في التدبير التخديري من حيث إعطاء الحجوم الوريدية، و/أو بدء استخدام الأدوية المؤثرة في الأوعية أو تعديلها (حيث ساهم الفحص هنا في تغيير التدبير التخديري بالتكامل مع أجهزة المراقبة الأخرى، مع كونه العامل الحاسم)؛ المجموعة 3 - أدى تخطيط صدى القلب عبر المريء إلى تغيير في الخطة الجراحية أو مراجعة الإجراء الجراحي. النتائج: في الفترة من يناير 2009 إلى يناير 2011، أُجري 164 فحصاً لتخطيط صدى القلب عبر المريء أثناء الجراحة في قسمنا، شملت 41 مريضاً من الأطفال و123 من البالغين. أُجري الفحص بنجاح لجميع المرضى، ولم تُسجل أي صعوبات تتعلق بإدخال مسبار تخطيط صدى القلب عبر المريء. وفي فئة الأطفال، صُنّف 10 مرضى في المجموعة 1 (24.4%)، و27 في المجموعة 2 (65.8%)، و4 في المجموعة 3 (9.8%). أما بين البالغين، فضمّت المجموعة الأولى 38 مريضاً (30.9%)، والمجموعة الثانية 81 مريضاً (65.9%)، والمجموعة الثالثة 4 مرضى (3.2%). الاستنتاجات: على الرغم من صغر حجم العينة مقارنةً بالأدبيات الطبية العالمية ووجود بعض القيود في هذه الدراسة، فقد أظهرت النتائج توافقاً مع تقارير أخرى فيما يخص التغييرات في التدبير الجراحي والتخديري المستندة إلى تخطيط صدى القلب عبر المريء أثناء الجراحة. كما تشير البيانات بقوة إلى أن تخطيط صدى القلب عبر المريء يمثل أداة قيّمة للغاية لمراقبة المرضى ذوي الخطورة القلبية الوعائية العالية، حتى عند خضوعهم لجراحات غير قلبية. وتبرز الحاجة إلى إجراء دراسات أوسع نطاقاً في بلادنا، نظراً لعدم وجود دراسات أخرى في الأدبيات الطبية تحدد نمط الاستخدام أو ترسم صورة واضحة لكيفية تطبيق هذا الإجراء في بيئتنا السريرية.
Reference Key
silva2012revistaecocardiografia Use this key to autocite in the manuscript while using SciMatic Manuscript Manager or Thesis Manager
Authors ;Alexander Alves da Silva;Arthur Segurado;Pedro Paulo Kimachi;Enis Donizete Silva;Fernando Goehler;Fabio Gregory;Claudia Simões
Journal methods in molecular biology (clifton, nj)
Year 2012
DOI
10.1590/S0034-70942012000500004
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