taeniasis and cysticercosis prevalence in a small village from northeastern brazil prevalência de teníase e sorologia positiva para cisticercose em mulungu do morro, bahia
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2002
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Abstract
Although not considered as an endemic region, the Northeast of Brazil has the necessary conditions for the development of taeniasis-cysticercosis complex. In a previous paper, we demonstrated that Mulungu do Morro municipality, in the State of Bahia, has a high seroprevalence to cysticercosis in epileptic patients. OBJECTIVE: to determine the prevalence of taeniasis and positive cysticercosis serology in the population of Mulungu do Morro. METHOD: blood and stool samples were collected from a random sampling of the population, by family. The identification of antibodies against T. solium cysticerci was made by EITB and T. solium antigens were identified using a polyclonal antibody-capture ELISA. RESULTS: the cysticercosis seroprevalence was 1.6% (C.I. = 0.8 to 2.8%) and the taeniasis prevalence 4.5% (C.I. = 3.0 to 6.5%). Seropositivity to cysticercosis was higher among those who lived in a house of a person testing positive for coproantigen, p=0.017. CONCLUSION: our results demonstrate that the taeniasis-cysticercosis complex is endemic in Mulungu do Morro. We believe that all areas in the world with the same socio-economic and sanitary characteristics are likely to have high prevalence of this parasite.
Embora alguns autores não a considerem uma região endêmica, existem no Nordeste do Brasil as condições necessárias para o desenvolvimento do complexo teníase/ cisticercose. Em uma publicação prévia demosntramos no município de Mulungu do Morro, Bahia, alta soroprevalência para cisticercose em pacientes epilépticos. OBJETIVO: determinar a prevalência de teníase e sorologia positiva para cisticercose na população de Mulungu do Morro. MÉTODO: foram coletadas amostras de sangue e fezes em 175 famílias definidas aleatoriamente. A identificação de anticorpos séricos anti-cisticerco foi feita através do método de EITB e a presença de teníase foi verificada através de ELISA de captura para identificação de antígenos do parasita nas fezes. RESULTADOS: encontramos soroprevalência para cisticercose de 1,6% (IC a 95% de 0,8 a 2,8%) e prevalência de teníase de 4,5% (IC a 95% de 3,0 a 6,5%). Foi observado maior número de soropositivos nas famílias em que havia uma pessoa com teníase (p=0,007). CONCLUSÕES: nossos resultados demonstram que Mulungu do Morro é endêmico para teníase e cisticercose. Acreditamos que os demais municípios do Nordeste, cujas características socio-econômicas e condições sanitárias são semelhantes ao estudado, apresentam também alta prevalência dessa parasitose e que estudos epidemiológicos são necessários para esta definição e para que medidas de controle sejam tomadas.
Embora alguns autores não a considerem uma região endêmica, existem no Nordeste do Brasil as condições necessárias para o desenvolvimento do complexo teníase/ cisticercose. Em uma publicação prévia demosntramos no município de Mulungu do Morro, Bahia, alta soroprevalência para cisticercose em pacientes epilépticos. OBJETIVO: determinar a prevalência de teníase e sorologia positiva para cisticercose na população de Mulungu do Morro. MÉTODO: foram coletadas amostras de sangue e fezes em 175 famílias definidas aleatoriamente. A identificação de anticorpos séricos anti-cisticerco foi feita através do método de EITB e a presença de teníase foi verificada através de ELISA de captura para identificação de antígenos do parasita nas fezes. RESULTADOS: encontramos soroprevalência para cisticercose de 1,6% (IC a 95% de 0,8 a 2,8%) e prevalência de teníase de 4,5% (IC a 95% de 3,0 a 6,5%). Foi observado maior número de soropositivos nas famílias em que havia uma pessoa com teníase (p=0,007). CONCLUSÕES: nossos resultados demonstram que Mulungu do Morro é endêmico para teníase e cisticercose. Acreditamos que os demais municípios do Nordeste, cujas características socio-econômicas e condições sanitárias são semelhantes ao estudado, apresentam também alta prevalência dessa parasitose e que estudos epidemiológicos são necessários para esta definição e para que medidas de controle sejam tomadas.
| Reference Key |
gomes2002arquivostaeniasis
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|---|---|
| Authors | ;Irenio Gomes;Marielza Veiga;Emília Katiane Embiruçu;Rosângela Rabelo;Bernardo Mota;Antonio Meza-Lucas;Raquel Tapia-Romero;Bertha Laura Carrillo-Becerril;Isabel Alcántara-Anguiano;Dolores Correa;Ailton Melo |
| Journal | communications in computer and information science |
| Year | 2002 |
| DOI |
10.1590/S0004-282X2002000200006
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| URL | |
| Keywords |
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