facilitação e dominância dos sintomas sôbre a dor da angina de peito e causalgia

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1962
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Abstract
O autor traz à consideração clínica a "facilitação" que Sherrington apreciou nos experimentos de neurofisiologia, e que explica aspectos clínicos importantíssimos em psicologia e em neurologia visceral. Pretende o autor explicar seus casos de dor (um de causalgia no membro superior e três de angina de peito em portadores de esclerose coronária). Ora a anestesia terapêutica no gânglio estrelado, ora na cadeia ganglionar torácica simpática, ora a radioterapia, ora a psicoterapia removeram a dor "facilitada" a tal ponto que se tornara "dominante", isto é, mesmo estímulos inadequados a provocavam. Os doentes eram inválidos e recuperaram-se. A neurofisiologia moderna autoriza a interpretação dessa terapêutica: suprimiu-se - com a anestesia, com a radioterapia e com a psicoterapia - o circuito neural auto-alimentado reverberante, hiperfuncionante em todo ou em parte de seu trajeto, quer aferente ao córtex quer aferente às coronárias. O autor discute o valor clínico dos acessos anginosos apontando fatos que documentam que o acesso "ilegítimo" (psicógeno) deve ter como causa a estimulação das aferências vegetativas ao córtex em qualquer ponto (ganglionar, medular ou cortical). Os acessos "legítimos", produzindo lesões transitórias ou definitivas e até morte,, devem ser explicados pela atividade das eferências vagais que executam os efetôres espásticos das coronárias. A dor é apresentada como fenômeno de "gravação neural", aprendido, memorizado e automatizado, ativado em feed-back ora nas aferências vegetativas ao córtex, ora nas eferências, mais perigosas e mortais. Debate-se a superestimada psicogenia da angina de peito.
Reference Key
pires1962arquivosfacilitao Use this key to autocite in the manuscript while using SciMatic Manuscript Manager or Thesis Manager
Authors
Journal communications in computer and information science
Year 1962
DOI
10.1590/S0004-282X1962000300004
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