rupturas e continuidades no processo de transição administrativa: as lições da prática
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2009
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Abstract
<span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman";">A cada pleito eleitoral é comum se instalar um certo clima de insegurança ante a possibilidade de que uma nova administração, legitimamente eleita, desestruture tudo que foi anteriormente feito.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Desta maneira, t</span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman";">ransições administrativas costumam assinalar um certo</span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; color: black;"> compromisso com a ‘mudança’ em relação ao que o outro (partido, administração, secretário, grupo...) fazia.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman";">O eterno recomeçar, que vincula políticas públicas a políticas ou planos de governos quadrienais, faz com que o início de quase toda administração seja mais expectativa do que confiança, mais indagações do que respostas, mais inquietações do que segurança.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Partindo desta premissa, o texto reflete sobre transições e rupturas administrativas, sendo que o aporte para tais afirmações vem de uma pesquisa empírica com abordagem qualitativa, realizada em uma rede pública municipal de ensino de um município de porte médio, no interior sul-rio-grandense, a partir do mapeamento de dezesseis anos (1992-2008), ou quatro administrações municipais.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="color: black;">O objetivo precípuo residiu em acompanhar quatro mudanças de governo e a forma como foram encaminhadas as transições administrativas, sendo que a investigação foi desenvolvida dentro de duas abordagens: a análise de conteúdo, advinda de fontes documentais (jornais de circulação local, atas de reuniões e relatórios) e a revisão bibliográfica sobre a temática</span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; color: navy;">.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span><span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman";">A pesquisa apontou indicativos que permitem a seguinte afirmação: a descontinuidade ou ruptura na elaboração e implementação de programas e/ou projetos educacionais, dentro da demanda de políticas públicas para a educação, é encarada como a forma legítima de estabelecer as diferenças entre o projeto vencedor e o projeto vencido.<span style="mso-spacerun: yes;"> </span>Para finalizar, considera-se que as políticas públicas para a educação, bem como as ações encetadas nesta área<span style="color: black;">, deveriam</span> atender a políticas assumidas pela comunidade (no mínimo) escolar, pela rede de escolas e seus professores e não a planos de governo, que têm a vida ‘útil’ vinculada a este governo.</span>
| Reference Key |
esquinsani2009revistarupturas
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|
|---|---|
| Authors | ;Rosimar Serena Siqueira Esquinsani |
| Journal | international journal of heritage studies |
| Year | 2009 |
| DOI |
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| Keywords |
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