"o espelho": superfície e corrosão
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Abstract
Em "O espelho", a personagem principal toma as rédeas da narração e explica, valendo-se do exemplo de um episódio de sua própria vida, sua ambiciosa teoria a respeito das "duas almas". O pragmatismo autoritário da narração serve, entretanto, para comprovar uma perspectiva monista: a "alma exterior" termina absorvendo a "alma interior", de modo que a identidade do sujeito depende totalmente do "olhar que vem de fora". Assim, nós seríamos identificáveis apenas por meio daquilo que exteriorizamos. Através desta perspectiva funcionalista, a alma funde a si mesma com o status do indivíduo, e a interioridade do sujeito se expressa tão somente por meio de uma vaga acidez crítica, na qual se ancora a frágil consciência irônica.
| Reference Key |
villaamachado"o
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|---|---|
| Authors | ;Alcides Villaça |
| Journal | bulletin of geography: socio-economic series |
| Year | Year not found |
| DOI |
10.1590/S1983-68212013000100007
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| URL | |
| Keywords | Keywords not found |
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