homonÍmia e ironia do nome em ressurreiÇÃo

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Abstract
No século XIX, o nome próprio tornou-se uma "questão capital" para os romancistas. Machado de Assis não deixou de subscrever a esse lugar-comum de sua época; não obstante, desde seu primeiro romance, Ressurreição(1872), ele procurou singularizar sua poética da nomeação, assentando-a em preceitos distintos daqueles em voga no Romantismo. Além de ter criado um narrador que não se pronuncia sobre os antropônimos das personagens, Machado de Assis lançou mão da homonímia e da nomeação irônica. Trata-se aqui de analisar o funcionamento desses dois dispositivos de nomeação em Ressurreição, destacando-se ainda o fato paradoxal de que, a exemplo dos românticos, o escritor fez do problema do amor e do casamento o lugar de regulação do nome próprio dos protagonistas.
Reference Key
camposmachadohomonmia Use this key to autocite in the manuscript while using SciMatic Manuscript Manager or Thesis Manager
Authors ;RAQUEL CAMPOS
Journal bulletin of geography: socio-economic series
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DOI
10.1590/S1983-68212014000200014
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