enfrentamento da violência doméstica por um grupo de mulheres após a denúncia a group of women coping with domestic violence after the denouncements

Faire face à la violence domestique par un groupe de femmes après la dénonciation : un groupe de femmes faisant face à la violence domestique après le dépôt de plainte

enfrentamento da violência doméstica por um grupo de mulheres após a denúncia um grupo de mulheres enfrentando a violência doméstica após as denúncias

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2009
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Abstract
Este estudo analisa as formas de enfrentamento encontradas por mulheres vítimas da violência doméstica, no decorrer e após a denúncia, em Fortaleza, Ceará, Brasil. Com abordagem qualitativa e caracterizando-se como pesquisa participante, nove mulheres, que se denominaram vítimas de violência doméstica e romperam com o silêncio fazendo a denúncia, participaram do estudo, de agosto a outubro de 2007, no Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (CERAM). Grupo focal, anotações no diário de campo e observações foram as técnicas de coleta de dados, e estes foram submetidos à análise categorial e discutidos com suporte no Modelo de Crenças em Saúde. O medo, a falta de apoio, a dependência financeira, a vergonha, a maternidade e a cultura emergiram do estudo como percepção da suscetibilidade e das barreiras identificadas; o risco de morte foi percebido como severidade; o apoio da família e de amigos, a lei, os setores de proteção e Deus foram os benefícios relatados, configurando-se como formas de enfrentamento. Para elas, a violência ultrapassou os limites da natureza física, pois envolveu sofrimento psicológico, emocional, econômico e social. Desse modo, essas mulheres romperam o silêncio presente nas relações violentas e procuraram estratégias para minimizar o sofrimento.
This paper provides an analysis of confrontation ways that female victims of domestic violence found during and after denunciation in Fortaleza, Ceará, Brazil. Nine women self-denominated victims of violence who broke silence and denunciated their aggressors participated in this qualitative and participative research from August to October 2007, in the State Center of Reference for Women Support (CERAM). The data collectors used the focal group, the reports in the field diary and observation, and the data were submitted to categorical analysis, and discussed based on Health Belief Model. Fear, lack of support, financial dependence, shame, motherhood, and culture raised as constraints and susceptibility were identified; the risk of death was observed as severity; family and friends' support, law, the sectors of protection and God were the benefits which were configured as support for confrontation. For those women, violence overcame physical limits, as it comprehended psychological, emotional, economic and social sufferance. Therefore, such women broke silence of violent relationships and searched strategies to reduce sufferance.
Cette étude analyse les stratégies d'adaptation adoptées par des femmes victimes de violence domestique, pendant et après le dépôt de plainte, à Fortaleza, Ceará, Brésil. Selon une approche qualitative s'inscrivant dans le cadre d'une recherche participante, neuf femmes, se déclarant victimes de violence domestique et ayant brisé le silence en dénonçant les faits, ont participé à cette étude menée d'août à octobre 2007 au Centre d'État de référence et de soutien aux femmes (CERAM). Les groupes focaux, la tenue d'un journal de terrain et les observations ont constitué les techniques de collecte de données ; ces dernières ont été soumises à une analyse catégorielle et discutées à la lumière du modèle des croyances relatives à la santé (*Health Belief Model*). La peur, le manque de soutien, la dépendance financière, la honte, la maternité et la culture sont ressortis de l'étude en tant que perception de la vulnérabilité et obstacles identifiés ; le risque de mort a été perçu comme un facteur de gravité ; quant au soutien de la famille et des amis, à la loi, aux services de protection et à Dieu, ils ont constitué les bénéfices rapportés, s'érigeant en moyens de faire face à la situation. Pour ces femmes, la violence a dépassé le cadre purement physique pour englober des souffrances psychologiques, émotionnelles, économiques et sociales. Ainsi, elles ont rompu le silence inhérent aux relations violentes et ont recherché des stratégies visant à atténuer leur souffrance.
Este estudo analisa as formas de enfrentamento encontradas por mulheres vítimas da violência doméstica, no decorrer e após a denúncia, em Fortaleza, Ceará, Brasil. Com abordagem qualitativa e caracterizando-se como pesquisa participante, nove mulheres, que se denominaram vítimas de violência doméstica e romperam com o silêncio fazendo a denúncia, participaram do estudo, de agosto a outubro de 2007, no Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (CERAM). Grupo focal, anotações no diário de campo e observações foram as técnicas de coleta de dados, e estes foram submetidos à análise categorial e discutidos com suporte no Modelo de Crenças em Saúde. O medo, a falta de apoio, a dependência financeira, a vergonha, a maternidade e a cultura emergiram do estudo como percepção da suscetibilidade e das barreiras identificadas; o risco de morte foi percebido como severidade; o apoio da família e de amigos, a lei, os setores de proteção e Deus foram os benefícios relatados, configurando-se como formas de enfrentamento. Para elas, a violência ultrapassou os limites da natureza física, pois envolveu sofrimento psicológico, emocional, econômico e social. Desse modo, essas mulheres romperam o silêncio presente nas relações violentas e procuraram estratégias para minimizar o sofrimento.
Este artigo apresenta uma análise das formas de enfrentamento que mulheres vítimas de violência doméstica encontraram durante e após a denúncia em Fortaleza, Ceará, Brasil. Nove mulheres autodenominadas vítimas de violência que romperam o silêncio e denunciaram seus agressores participaram desta pesquisa qualitativa e participante de agosto a outubro de 2007, no Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (CERAM). Na coleta de dados, utilizaram-se o grupo focal, os registros no diário de campo e a observação, sendo os dados submetidos à análise categorial e discutidos com base no Modelo de Crenças em Saúde. Medo, falta de apoio, dependência financeira, vergonha, maternidade e cultura emergiram como barreiras e a suscetibilidade foi identificada; o risco de morte foi observado como gravidade; o apoio da família e de amigos, a lei, os setores de proteção e Deus foram os benefícios configurados como suporte para o enfrentamento. Para essas mulheres, a violência ultrapassou os limites físicos, pois envolveu sofrimento psicológico, emocional, econômico e social. Portanto, tais mulheres romperam o silêncio das relações violentas e buscaram estratégias para reduzir o sofrimento.
Reference Key
parente2009revistaenfrentamento Use this key to autocite in the manuscript while using SciMatic Manuscript Manager or Thesis Manager
Authors ;Eriza de Oliveira Parente;Rosana Oliveira do Nascimento;Luiza Jane Eyre de Souza Vieira
Journal economy and sociology
Year 2009
DOI
10.1590/S0104-026X2009000200008
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